domingo, 19 de junho de 2011

21.06.2011 - Segundo Jornal O Dia, Homem que vendeu arma para atirador de Realengo será ouvido em audiência.

Rio - O segurança Manoel de Freitas Louvise, de 57 anos, será ouvido em uma audiência para instrução, na tarde desta quinta-feira, no Fórum de Jacarepaguá. Manoel é acusado de ter vendido a arma para Wellington Menezes de Oliveira, responsável pelo massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, quando 12 crianças foram brutalmente executadas.

Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Parentes e amigos dos alunos cercaram a escola à procura de informações | Foto: Severino Silva / Agência O Dia
O homem foi preso no dia 14 de abril, dentro de casa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Na Divisão de Homicídios, ele confessou ter vendido o revólver calibre 38 para o Wellington por R$ 1,2 mil e que usou o dinheiro para consertar um carro. 


Manoel alegou não ter contato com o assassino, com quem trabalhou em uma fábrica e que vendeu a arma após insistência de Wellington que prometeu raspar a numeração da arma. Manoel afirma ainda que Wellington contou ter se mudado para Sepetiba e que a arma seria para sua defesa pessoal. A audiência do segurança começa às 15h.
Tragédia na Zona Oeste


Na manhã desta quinta-feira, 7 de abril, um jovem de 24 anos entrou na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste da cidade, dizendo ter sido convidado para dar uma palestra aos alunos. Ele subiu três andares do prédio e entrou numa sala onde 40 alunos da nona série assistiam a uma aula de Português, abrindo fogo contra os estudantes com idades entre 12 e 14 anos.
Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Parentes e amigos de vítimas se desesperam com tragédia em Realengo | Foto: Severino Silva / Agência O Dia


Testemunhas relatam um verdadeiro massacre. Wellington Menezes de Oliveira teria mirado contra a cabeça dos estudantes, com a clara intenção de matá-las. Quase trinta alunos foram baleados e mais de 10 morreram. Após o ataque, o assassino deixou uma carta de de teor fundamentalista no local. O texto continha frases desconexas e incompreensíveis, com menções ao Islamismo e até mesmo práticas terroristas. Em seguida, ele se matou dando um tiro na própria cabeça.


Alunos, professores e funcionários da escola acreditam que mais de cem disparos foram efetuados. Wellington, um ex-aluno do colégio, estava armado com dois revólveres e recarregou a arma durante a ação. O imenso barulho também assustou a vizinhança, que ainda ouviu os gritos de horror das crianças que, ensanguentadas, correram às ruas em busca de socorro.


Rapidamente uma multidão se formou em frente à escola. Em desespero, familiares e amigos tentavam ajudar as crianças e identificar as vítimas, ao mesmo tempo que tentavam entender os motivos do massacre.


O ministro da Educação, Fernando Haddad, considerou este um dia de luto para a educação brasileira. Com a voz embargada, a presidente Dilma Roussef se disse chocada e consternada com o episódio e, com lágrimas nos olhos, pediu um minuto de silêncio pelos "brasileirinhos que foram retirados tão cedo de suas vidas e de seus futuros".


Na última terça-feira, o juiz Carlos Eduardo Carvalho de Figueiredo, da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro, determinou a expedição de mandado de prisão contra Edmundo. Segundo o advogado Arthur Lavigne, que representa Edmundo, o processo está prescrito desde 2007. "Em 2010, o Ministério Público reconheceu a prescrição e tanto a defesa quanto a acusação concordaram. O juiz, que é novo na Vara, entendeu que não havia prescrição. Não sei qual é a fundamentação dele. (...) Estamos todos surpresos, é uma decisão sem cabimento", disse Lavigne. Entretanto, para o juiz, ainda não ocorreu o lapso temporal exigido pela lei para prescrever a condenação, que no caso do ex-jogador é de 12 anos.

Um comentário:

  1. Esse Sr sr que vendeu a arma para esse monstro chamado Wellington não pode responder em liberdade por "esse crime".Por isso peço a todos para que se junte a nós para lutarmos para que ele continue aguardando o julgamento na cadeia, pois com certeza por mais que ele esteja sofrendo com a prisão não é 000000,1% da dor que os familiares e amigos da vítimas estão vivendo

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