sexta-feira, 8 de julho de 2011

08.07.2011 - Massacre na escola Tasso da Silveira em Realengo completou três meses dia 07 de julho de 2011

Obras e reformas tentam modificar o ambiente marcado pela tragédia

Da Rede Record | 06/07/2011


Por volta das 8h do dia 7 de abril, Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, entrou no colégio após ser reconhecido por uma professora e dizer que faria uma palestra (a escola completava 40 anos e realizava uma série de eventos comemorativos).



O massacre, ocorrido no dia 7 de abril, na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, completa três meses na quinta-feira (7).



Um ex-aluno matou 12 estudantes e feriu outros 12. Em seguida, ele se matou com um tiro na cabeça.

A tragédia mudou a vida dos jovens que presenciaram o horror e das famílias dos mortos.
Apesar das dificuldades, algumas pessoas, como a adolescente Thayane Tavares, tentam retomar a vida e esquecer o trauma.
Ela foi a última adolescente a sair do hospital, no mês de junho, e enfrenta dificuldades.



Armado com dois revólveres de calibres 32 e 38, ele invadiu duas salas e fez dezenas de disparos contra estudantes que assistiam às aulas. Ao menos 12 morreram e outros 12 ficaram feridos.
Duas adolescentes, uma delas ferida, conseguiram fugir e correram em busca de socorro. Na rua Piraquara, a 160 m da escola, elas foram amparadas por um bombeiro. O sargento Márcio Alexandre Alves, de 38 anos, lotado no BPRv (Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário), seguiu rapidamente para a escola e atirou contra a barriga do criminoso, após ter a arma apontada para si. Ao cair na escada, o jovem se matou atirando contra a própria cabeça.

Com ele, havia uma carta em que anunciava que cometeria o suicídio. O ex-aluno fazia referência a questões de natureza religiosa, pedia para ser colocado em um lençol branco na hora do sepultamento, queria ser enterrado ao lado da sepultura da mãe e ainda pedia perdão a Deus.

Os corpos dos estudantes e do atirador foram levados para o IML (Instituto Médico Legal), no centro do Rio de Janeiro, para serem reconhecidos pelas famílias. Onze estudantes foram enterrados no dia 8 e uma foi cremada na manhã do dia 9.

Oliveira só foi enterrado na manhã do dia 22 porque nenhum parente compareceu ao IML para liberar o corpo no prazo de 15 dias. O cadáver foi catalogado como "não reclamado" e sepultado em uma cova rasa no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, zona norte, após autorização da Justiça.


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